Não consigo escrever sobre Tim Duncan, essa é a verdade. Decidi que vou escrever sobre o que eu sinto quando penso nele.

“Falar sobre Tim Duncan é falar sobre emoção, é falar sobre paixão, é falar sobre amor”

Toda essa dificuldade existe porque escrever sobre Timmy é falar sobre algo que eu, e acredito que cada torcedor do Spurs, nunca quis que acabasse. É falar sobre um dos responsáveis de algumas das maiores alegrias de cada torcedor dessa equipe . Falar sobre Tim Duncan é falar sobre emoção, é falar sobre paixão, é falar sobre amor.

Em 1997, quando Duncan foi selecionado na primeira escolha do draft, eu tinha meus 6 anos de idade, ainda achava que meu esporte era o futebol. Acabou que nosso primeiro contato foi em 2006, e hoje eu entendo porque o Timmy foi um dos principais responsáveis pela minha paixão pelo basquete.

Por essa infelicidade da vida, não pude ver todos os anos da carreira, mas cada momento que eu vi me marcou tanto que quando penso neles, o dia melhora. Vi Duncan ser campeão, vi Duncan marcar vezes que achava impossível, gritei com bloqueios, fiquei maravilhado com passes tão simples, mas eu nunca vou esquecer desse dia, esse dia eu acreditei no que não conseguia acreditar. 

Essa cesta, esse momento, esse dia, a reação de cada uma das pessoas resume quem foi Tim Duncan!

Afinal, era incrível ver como ele conseguia ter uma noite com 30 pontos e 15 rebotes e você não reparar nisso até o narrador falar sobre isso, tão surpreso quanto você.

A simplicidade com que Tim jogava, sem a necessidade de usar da força, sem precisar pular mais do que ninguém, sem jogadas sujas, sem forçar nada, sempre me surpreendeu. Cada lance, cada movimento, tudo era feito no básico, no posicionamento, no jogo de pés, sendo mais inteligente em cada movimento do que o adversário.

Todo mundo sempre vai lembrar do Tim no low block do lado esquerdo da quadra, encarando seu marcador, fingindo que vai infiltrar para uma enterrada, elevando para mais um “bank shot”. Simples, elegante, eficaz… Fundamental.

Sabe, uma coisa que sempre me trouxe muito orgulho em todos esses anos, é como o Tim é um cara amado. Pela sua família, pelos torcedores, pela mídia, pelos técnicos, pelos companheiros de equipe e até pelos adversários. Quantas vezes ficamos sabendo de algum comentário sobre como ele se portava como pessoa, como não desrespeitava ninguém, como não falava nenhuma bobagem para os adversários, ao contrário, dava dicas de como jogar melhor.

Consigo lembrar cada um dos meus gritos de alegria por alguma jogada excepcional de Duncan. O melhor é que ao lembrar disso, sinto a mesma certeza de cada vez que via ele com a bola na mão “a gente vai fazer esses 2 pontos”, “a gente vai ganhar”, “essa noite vai acabar bem” era isso que ele trazia para o torcedor do Spurs, uma certeza sem fim de que a gente ia sair vitorioso de quadra. Afinal, ele entregou isso, era fácil esperar a vitória, Duncan sempre foi um vencedor.

Números não são precisos o suficiente para demonstrar como Tim Duncan foi especial no basquete. Podemos falar da sua supremacia em vitórias, sua posição nos recordistas da história, na quantidade de títulos e conquistas. No entanto, nada disso, jamais, vai conseguir traduzir como um único homem trazia a sensação de segurança para toda uma nação de torcedores. Timmy trazia paz, confiança, alegria, serenidade, incredulidade, diversão e muito mais para cada torcedor. 

Ver Duncan em quadra era como ver seu maior herói. 

Tim Duncan não me fez só gostar do Spurs ou do basquete. Tim Duncan, por vários longos anos, me fez feliz.

Obrigado, Tim Duncan! Eu nunca vou me esquecer.

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